Um homem que se apresentava como líder espiritual, Kleber Aran Ferreira e Silva, foi condenado a mais de 50 anos de prisão por uma série de crimes sexuais. A pena de 50 anos, 16 meses e 25 dias em regime fechado foi imposta pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude.
O acusado utilizava sua posição de poder à frente da Associação Sociedade Espírita Brasileira Amor Supremo (Sebas) para manipular e coagir suas vítimas. Ele atraía seguidores em busca de orientação espiritual e supostas curas, explorando a fé e a fragilidade emocional de mulheres que frequentavam a associação, muitas delas com familiares doentes.
Segundo os relatos das vítimas, Kleber Aran justificava os abusos alegando que as relações sexuais eram parte de “trabalhos espirituais” e que a “energia sexual” dele seria necessária para auxiliar entidades. Além de se aproveitar da vulnerabilidade das mulheres, ele também induzia a ingestão de bebidas alcoólicas durante os encontros, o que aumentava a sua capacidade de coação.
A sentença é resultado de uma investigação detalhada do Ministério Público da Bahia (MPBA), que contou com a colaboração da 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As denúncias que levaram à condenação foram inicialmente recebidas pelo projeto “Justiceiras”, uma iniciativa voltada para o apoio a mulheres vítimas de violência de gênero.










