O número de pessoas vivendo em situação de rua no Brasil apresentou um crescimento significativo em 2024. De acordo com um levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas da UFMG, o país atingiu a marca de 327.925 pessoas sem moradia. Um dado ligeiramente maior foi registrado pelo Cadastro Único do Governo Federal, que contabilizou mais de 335 mil brasileiros nessa condição até março de 2025.
Este aumento de cerca de 25% em apenas um ano reflete uma combinação de fatores: tanto o agravamento da vulnerabilidade social e econômica no país quanto a melhoria e ampliação dos cadastros realizados pelos municípios, que estão identificando mais cidadãos que vivem nas ruas.
Fatores do Aumento e Perfil Dominante
A maior concentração da população sem moradia encontra-se na região Sudeste, com o estado de São Paulo sendo responsável por impressionantes 43% do total nacional.
O perfil predominante dessas pessoas é de homens adultos que possuem baixa escolaridade e um histórico de trabalho informal.
Especialistas e pesquisadores apontam que o cenário é resultado de múltiplos fatores. Entre eles, o avanço do desemprego, o alto custo da habitação, o enfraquecimento da renda das famílias e a carência de políticas públicas integradas contribuíram diretamente para a crise.
Necessidade de Políticas Públicas Permanentes
Diante da escala do problema, pesquisadores e observadores do tema defendem a implementação de um plano nacional permanente de moradia e assistência social. A sugestão é que esta estratégia substitua o modelo de medidas emergenciais que, hoje, dominam a resposta das grandes cidades ao problema, mas que se mostram insuficientes para reverter a escalada da população de rua.










