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O Preço da Conectividade: Provedor de Internet Paga R$ 40 Mil a Facção em Salvador

O controle do serviço de internet por organizações criminosas está se consolidando como uma preocupação alarmante e crescente em todo o país. Longe de ser apenas uma disputa territorial pelo tráfico de drogas, facções encontraram um novo e bastante lucrativo nicho: a extorsão e a exploração de serviços essenciais.


Essa dinâmica se manifesta de duas formas principais: ou os grupos criminosos expulsam os pequenos provedores para explorar o serviço de forma clandestina, ou passam a extorquir essas empresas para permitir que elas continuem operando. Em ambas as situações, o poder é imposto, e o lucro flui diretamente para o crime organizado.


Em Salvador, essa realidade é vivida de perto na região do Complexo do Nordeste de Amaralina. Fontes da Polícia Civil indicam que uma empresa provedora de internet chega a pagar até R$ 40 mil por mês ao Comando Vermelho (CV) para manter suas operações ativas na área. O Complexo é conhecido por ser a principal base de operação dessa facção na capital baiana.


Essa extorsão não se limita a um único provedor. De acordo com relatos de moradores, outras empresas do ramo também são vítimas dessa cobrança coercitiva para conseguir se manter ativas na localidade. O Complexo do Nordeste de Amaralina é uma região extensa, composta pelos bairros de Nordeste de Amaralina, Santa Cruz, Vale das Pedrinhas e a Chapada do Rio Vermelho, e abriga uma população significativa de mais de 76 mil habitantes.


A situação demonstra como a segurança pública e a infraestrutura básica estão sendo diretamente corroídas pelo poder paralelo, transformando a necessidade de acesso à internet em um farto fundo mensal para o crime organizado.

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