A megaoperação policial deflagrada no Rio de Janeiro, que atingiu os complexos do Alemão e da Penha na última terça-feira (28/10), alcançou o número de 121 mortos, conforme o mais recente balanço oficial divulgado pela polícia fluminense.
A ação, que mobilizou efetivos das polícias Civil e Militar, teve como alvo principal a expansão e atuação do grupo criminoso Comando Vermelho (CV).
Do total de mortos, 115 indivíduos já foram identificados. No entanto, cinco corpos ainda permanecem sem identificação devido à ausência de registro papiloscópico, arcada dentária ou material genético (DNA) que possibilitem o reconhecimento.
Os levantamentos e as investigações sobre os indivíduos mortos trouxeram à luz dados significativos sobre seu histórico:97 dos mortos tinham um extenso histórico criminal em seus registros.59 dos indivíduos estavam com mandados de prisão em aberto.
Entre os mortos, identificou-se que dois eram estupradores. Um deles, em particular, era acusado de ser o mandante de um estupro coletivo e, ainda, de envolvimento no assassinato de policiais.
17 dos mortos não possuíam registros criminais formais. Contudo, 12 destes 17 apresentavam indícios de ligação com o tráfico de drogas, evidenciados através de publicações feitas por eles em redes sociais.A operação também salientou o alcance interestadual do Comando Vermelho. Foi constatado que 62 dos integrantes mortos eram oriundos de outros estados do país.
Neste cenário de expansão interestadual da facção, os estados com o maior número de mortos na operação são:Pará, com 19 indivíduos.Bahia, com 12 indivíduos, inclusive entre o total de mortos, figuram 12 baianos.










