Durante um culto realizado na Igreja Assembleia de Deus Avivamento Profético, em Carapicuíba, São Paulo, o jovem Miguel Oliveira, de 15 anos, conhecido como “pastor mirim”, reagiu de forma incisiva a uma crítica. O adolescente respondeu a um homem, identificado apenas como Cléber, que o teria chamado de “falso profeta”.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, Miguel Oliveira aparece no púlpito, dirigindo-se ao homem, que não é visível nas imagens. “Está me chamando de falso pastor, Cléber? Não deixa eu falar da sua amante, não, Cléber? Não deixa eu falar da Clara não, Cléber? Você tá me chamando de falso pastor, Cléber? Tira a camisinha de dentro da carteira, Cléber. Homem casado que fica pegando mulher dos outros. Se me chamar de falso profeta de novo, te pego no meio da multidão, porque Deus tá falando que tem que respeitar o profeta”, diz o adolescente em sua fala.
Confira o vídeo⬇️
Conselho Tutelar proíbe ‘pastor mirim’ Miguel Oliveira de pregar após polêmicas
Em abril, o adolescente de 15 anos, foi proibido pelo Conselho Tutelar de continuar suas pregações em igrejas e de usar suas redes sociais. A decisão foi tomada após uma reunião com os pais do jovem, devido a uma série de polêmicas e à grande repercussão negativa de seus vídeos na internet.
A suspensão, por tempo indeterminado, exige que Miguel retome as aulas presenciais na escola e se afaste de sua agenda de eventos religiosos. Essa medida visa proteger o bem-estar do menor diante da exposição pública.
As controvérsias que levaram à decisão do Conselho Tutelar incluem vídeos nos quais Miguel faz declarações polêmicas, como uma em que ele rasga papéis que seriam exames médicos, afirmando: “Eu rasgo o câncer, eu filtro o teu sangue e eu curo a leucemia”. Esse vídeo, em particular, gerou uma onda de críticas, com acusações de que o adolescente estaria brincando com a fé das pessoas.
Além disso, a forma como o jovem conduz seus discursos e pedidos de doações também foi alvo de debates. Em uma ocasião, ele pediu que fiéis fizessem doações de valores altos, associando a rapidez da doação à rapidez do “milagre”. A assessoria do jovem, no entanto, afirma que o dinheiro arrecadado é destinado às igrejas que o convidam, e não a ele pessoalmente.
Em resposta à decisão, o pai do garoto, Pastor Marcinho Silva, informou que a família respeitará a determinação do Conselho Tutelar para preservar a imagem do filho. Apesar de ter recebido críticas, Miguel Oliveira também tem defensores, como o influenciador Pablo Marçal, que saiu em sua defesa. O adolescente, por sua vez, publicou em suas redes sociais que considera o ocorrido um período de amadurecimento e que o retorno de seu trabalho “será assustador”.
Vale ressaltar que o Ministério Público de São Paulo está investigando ameaças e ofensas que o adolescente teria recebido nas plataformas online.










