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Quem era Brasília Costa, a mulher encontrada morta em uma mala na rodoviária de Porto Alegre?

Reprodução/ Arquivo Pessoal

Brasília Costa, de 65 anos, foi morta e esquartejada em agosto deste ano, em Porto Alegre. Descrita como uma pessoa que ria muito e amava viajar, ela teve a vida brutalmente interrompida, com partes do seu corpo espalhadas pela cidade, incluindo o tronco, que foi encontrado dentro de uma mala na rodoviária. O principal suspeito do crime é seu companheiro, o publicitário Ricardo Jardim.
​A cabeça da vítima ainda não foi localizada. A investigação policial busca a parte do corpo para permitir a identificação completa e contribuir para a definição exata da causa da morte.


​Segundo Raquel Costa, cunhada e melhor amiga da vítima, o casal havia terminado o relacionamento em outubro de 2024, mas reatou há cerca de cinco meses. “Ela não queria apresentar ele de jeito nenhum”, contou Raquel. “Parecia que ele tinha problema com os filhos, com a mãe… então ele não saía, ela disse que ele não gostava nem de ir no mercado, não gostava de sair para lugar nenhum”, observou.
​O irmão de Brasília, Manoel Ferreira Telles, contou que em junho trocou mensagens com a irmã e pediu para que ela voltasse a morar na cidade natal. “Brasília, vem pra cá, a gente te cuida aqui”, ele relembrou. No entanto, ela recusou, dizendo que tinha um amigo que a ajudava em tudo. O amigo em questão seria o publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, com quem Brasília mantinha um relacionamento desde que se conheceram em um abrigo durante a enchente de 2024.


​O publicitário Ricardo Jardim é o principal suspeito do assassinato. Em 2018, ele foi condenado pela Justiça a 28 anos de prisão por matar e concretar o corpo da própria mãe e era considerado foragido.
​Natural de Arroio Grande, no Sul do RS, Brasília, carinhosamente chamada de Bia, viveu a infância e juventude em Jaguarão, onde mantinha laços com amigos e familiares antes de se mudar para a capital. “Ela era muito querida, a gente gostava muito dela”, disse Manoel Ferreira Telles, irmão de Brasília.
​A cunhada de Brasília, Raquel, relatou ainda que o comportamento da vítima mudou nas últimas semanas. “Ela sempre foi de ficar o final de semana todo aqui em casa. […] Depois que ela estava com ele, ela não vinha mais e ficava. A última vez que veio foi em julho”, relembrou Raquel. A ausência de Brasília no aniversário da sobrinha, em agosto, acendeu o alerta da família. Por mensagem, a vítima teria justificado que viajaria com Ricardo para o Nordeste. Do celular dela, foram enviadas duas fotos de João Pessoa, na Paraíba. “Tem que mandar áudio, tem que mandar foto, senão a gente vai mandar a polícia atrás de ti”, escreveu Raquel em uma das mensagens. A resposta, segundo a cunhada, foi: “Tá, deixa a gente se assentar primeiro”.


​A polícia investiga a possibilidade de Ricardo ter se passado pela vítima para escrever as mensagens. A vítima, que não teve filhos, casou-se aos 20 anos, mas se divorciou e seguiu a vida. Pessoas próximas dizem que a mulher, que trabalhava como manicure, também era “reservada” e de poucas palavras. “Ela preferia ter a liberdade dela, viver sozinha, fazer as coisas que ela gosta”, relatou a amiga Clair Bonneau.
​Brasília mantinha contato com amigos de Jaguarão pelas redes sociais. Clair, vizinha da infância, contou que mandou parabéns no aniversário da amiga, em 3 de setembro, mas não recebeu resposta. “Uma pessoa boa, meiga, falava pouco, ria muito… mas assim, uma pessoa que eu não tenho nada para dizer enquanto a gente foi amiga, conviveu no dia a dia, era uma pessoa excepcional pra mim, uma amiga de verdade”, disse Clair.
​Além da busca pela cabeça da vítima, os próximos passos da investigação incluem a perícia do celular e outros dispositivos eletrônicos apreendidos com o suspeito. O objetivo é confirmar se as mensagens enviadas em nome da vítima foram realmente redigidas por ela, além de rastrear possíveis movimentações financeiras e digitais que possam ajudar a esclarecer o contexto do crime.

Fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2025/09/09/ria-muito-e-gostava-de-liberdade-quem-era-a-mulher-esquartejada-que-teve-corpo-deixado-em-mala-na-rodoviaria.ghtml?amp_gsa=1&amp_js_v=a9&usqp=mq331AQIUAKwASCAAgM%3D#amp_tf=De%20%251%24s&aoh=17574234099820&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&ampshare=https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2025%2F09%2F09%2Fria-muito-e-gostava-de-liberdade-quem-era-a-mulher-esquartejada-que-teve-corpo-deixado-em-mala-na-rodoviaria.ghtml

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