O Brasil se despede de um de seus maiores nomes da literatura. O escritor, cronista e cartunista Luis Fernando Verissimo faleceu neste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre. A causa da morte foram complicações decorrentes de uma pneumonia. Ele estava internado no Hospital Moinhos de Vento há cerca de três semanas.
Filho do renomado escritor Erico Verissimo, Luis Fernando trilhou seu próprio caminho e se tornou um dos autores mais lidos e admirados do país. Com uma carreira que começou no jornalismo em 1966, ele publicou mais de 70 obras, entre crônicas, contos, romances e tiras. Seu humor refinado, com um toque de ironia e crítica social, conquistou gerações de leitores e o transformou em um fenômeno editorial, com milhões de exemplares vendidos.
Seu legado é marcado por personagens inesquecíveis, como a ingênua Velhinha de Taubaté, o detetive canastrão Ed Mort e o psicanalista Analista de Bagé. Suas tiras de jornal, como As Cobras, também foram um marco na imprensa brasileira, demonstrando sua versatilidade e talento para a observação da vida cotidiana.
Além da literatura, Verissimo tinha paixões como o futebol, sendo um torcedor fervoroso do Internacional, e o jazz, tendo se aventurado como saxofonista na banda Jazz 6. Sua saúde já era delicada nos últimos anos, após um AVC em 2021 e a batalha contra a doença de Parkinson.
A morte de Luis Fernando Verissimo deixa uma lacuna na cultura brasileira. Sua obra, que traduziu com maestria a alma do brasileiro e os absurdos da vida moderna, permanecerá como um farol de inteligência, bom humor e sensibilidade para as futuras gerações.
Adeus a Luis Fernando Verissimo, o mestre da crônica e do humor brasileiro










