Segundo um levantamento do Instituto Fogo Cruzado, apenas 25 dos 171 bairros de Salvador não registraram tiroteios em 2025. O monitoramento, que acompanha em tempo real as trocas de tiros na capital baiana, aponta que até a última terça-feira, 17, foram contabilizados 856 tiroteios.
O número total de tiroteios em 259 dias do ano representa uma queda de 13,7% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 992 ocorrências.
Bairros com mais ocorrências
Juntos, 12 bairros concentraram 240 tiroteios em 2025, o que corresponde a mais de um quarto de todos os registros na capital (28%). Nesses locais, as trocas de tiros deixaram 155 pessoas mortas e 52 feridas.
Os bairros com mais tiroteios são:
- Beirú/Tancredo Neves: 29 tiroteios, com 9 mortos e 5 feridos.
- Lobato: 27 tiroteios, com 23 mortos e 6 feridos.
- Mussurunga: 25 tiroteios, com 16 mortos e 4 feridos.
- Federação: 24 tiroteios, com 12 mortos e 7 feridos.
- Fazenda Coutos: 23 tiroteios, com 23 mortos e 8 feridos.
- Engenho Velho da Federação: 18 tiroteios, com 14 mortos e 6 feridos.
- Mata Escura: 17 tiroteios, com 12 mortos e 4 feridos.
- Águas Claras: 16 tiroteios, com 12 mortos e 1 ferido.
- Castelo Branco: 16 tiroteios, com 13 mortos e 1 ferido.
- Narandiba: 15 tiroteios, com 13 mortos e 3 feridos.
- Pernambués: 15 tiroteios, com 10 mortos e 3 feridos.
- São Cristóvão: 15 tiroteios, com 11 mortos e 4 feridos.
Os 25 bairros sem tiroteios:
A lista dos bairros que não registraram tiroteios em Salvador em 2025 é composta por:
- Alto das Pombas
- Amaralina
- Boa Viagem
- Boa Vista de São Caetano
- Cabula VI
- Cajazeiras II
- Cajazeiras VII
- Calabar
- Chame-Chame
- Colinas de Periperi
- Dois de Julho
- Doron
- Granjas Rurais Presidente Vargas
- Ilha de Bom Jesus dos Passos
- Ilha de Maré
- Ilha de Frades/Ilha de Santo Antônio
- Lapinha
- Nova Esperança
- Pituaçu
- Roma
- Santo Agostinho
- Saramandaia
- Saúde
- Stiep
- Vitória
O cenário de violência em Salvador, com tiroteios em grande parte da cidade, reflete o complexo e persistente problema da criminalidade e do tráfico de drogas. Os dados mostram que a capital baiana enfrenta uma realidade onde a disputa por territórios entre grupos criminosos é constante, resultando em um alto número de mortes e feridos. A concentração de ocorrências em bairros específicos evidencia a influência do crime organizado nessas áreas e a necessidade urgente de ações coordenadas para desarticular essas redes e oferecer segurança à população.










