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Lula Adota ao Menos 24 Aumentos ou Criações de Tributos Desde 2023, Aponta Levantamento

Desde que tomou posse para o terceiro mandato, em janeiro de 2023, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem implementado uma série de medidas fiscais que elevam a carga tributária no Brasil. Até meados de 2025, já são pelo menos 24 medidas de criação ou majoração de impostos – uma média de uma a cada 37 dias — segundo levantamentos da imprensa.

A seguir, os principais pontos dessas alterações, bem como críticas e impactos:

Principais medidas tributárias

  1. Reversão de cortes no PIS/Cofins
    Logo nos primeiros dias do mandato, foram revertidas reduções que haviam sido concedidas em 2022 para grandes empresas, tanto sobre receitas financeiras quanto para combustíveis.
  2. Retorno da incidência de PIS, Cofins e Cide sobre gasolina e etanol
    Tributos federais que haviam sido suspensos em parte no ano anterior foram reativados.
  3. Imposto sobre exportação de petróleo
    Houve medida temporária, com alíquota de aproximadamente 9,2%, entre março e junho de 2023.
  4. Mudança na base de cálculo do PIS/Cofins com exclusão do ICMS
    O ICMS foi removido como base de cálculo de créditos do PIS/Cofins — o que reduziu crédito para empresas e, como efeito indireto, elevou custos.
  5. Tributação de apostas eletrônicas (bets)
    Estabelecimento de alíquotas para empresas de apostas esportivas online; houve cobrança sobre prêmios também.
  6. “Taxa das blusinhas” / compras internacionais de pequeno porte
    Nova incidência ou aumento de tributos sobre importações via e-commerce, especialmente para compras pequenas (chamadas popularmente de “blusinhas”).
  7. Aumento do IPI para armas e munições; elevação do imposto de importação de painéis solares
    Setores específicos viram aumentos significativos.
  8. Mudanças no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)
    Houve elevação de alíquotas em diferentes tipos de operações financeiras, crédito, seguros, câmbio e remessas internacionais, entre outros. Algumas alterações ainda estão em tramitação ou foram ajustadas.
  9. Fim de isenções e benefícios fiscais
    O governo também extinguiu ou reduziu benefícios fiscais em vários setores, como incentivos via ICMS ou regimes especiais que concediam alívio tributário, o que aumenta a carga para empresas.
  10. Voto de qualidade no CARF
    Mudança no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais — com a volta do chamado voto de qualidade — gera expectativa de cobrança tributária maior, pois reduz a vantagem do contribuinte em casos de empate.

Impactos e críticas

Aumento da carga tributária sobre consumo: Muitas das medidas incidem sobre bens de consumo ou insumos, de forma indireta, o que recai sobre consumidores finais, especialmente os de menor renda.

Insegurança jurídica: A rapidez e o número de medidas, algumas por decretos ou Medidas Provisórias, geram críticas de que há pouca previsibilidade para empresas.

Tentativas de mitigação: Em alguns casos, o governo fez ajustes ou recuos frente a pressões do Congresso, setor produtivo ou opinião pública. Exemplos incluem ajustes em prazos ou alíquotas de IOF, entre outros.

Situação vs. promessas de campanha

Durante a campanha eleitoral de 2022, Lula prometeu simplificar o sistema tributário e reduzir a tributação sobre o consumo. Observadores e críticos apontam que, até agora, a adoção de tantas medidas de elevação de impostos contraria essas promessas. O governo, por outro lado, sustenta que as medidas são necessárias para recompor receitas em face de déficits, das pressões inflacionárias, dos compromissos com programas sociais, além de buscar equilíbrio fiscal.

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