Um professor foi flagrado se masturbando dentro de uma sala de aula, enquanto assistia a um vídeo no celular, durante o horário de aula. O episódio aconteceu na tarde da quinta-feira (23), na Escola de Ensino Médio de Tempo Integral (EEMTI) Governador Luiz Gonzaga da Fonseca Mota, localizada em Fortaleza, capital do Ceará.
O flagrante foi registrado por uma estudante, que gravou o momento em vídeo. As imagens, que mostram o professor cometendo o ato diante da turma, circularam rapidamente nas redes sociais e causaram indignação entre alunos, pais e funcionários da escola.
De acordo com a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), o docente possuía contrato temporário e foi imediatamente afastado de suas funções. A pasta informou que o processo de demissão será formalizado após a confirmação do ocorrido.
Em nota, a Seduc declarou que “a Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor), em conjunto com a escola, adotou as providências necessárias para que a apuração fosse feita de maneira eficiente e dentro da legalidade”. A secretaria também destacou que a unidade de ensino contará com atendimento psicológico e acompanhamento social oferecidos pelo Sefor.
A pasta ainda ressaltou a atuação da Comissão de Proteção e Prevenção à Violência contra a Criança e o Adolescente — criada em parceria com o Ministério Público — como uma medida de reforço à proteção dos estudantes da rede estadual.
A Secretaria repudiou “todo tipo de assédio, dentro ou fora do ambiente escolar” e orientou que denúncias sejam formalizadas por meio da Ouvidoria, da Central 155 ou diretamente às autoridades competentes.
Em entrevista ao Diário do Nordeste, estudantes relataram que o professor já apresentava comportamentos considerados inadequados com adolescentes antes do episódio. Uma aluna afirmou que, após o vídeo viralizar, a coordenação chegou a levantar a hipótese de o material ter sido gerado por Inteligência Artificial, mas as imagens foram tratadas como reais durante a apuração do caso.
A Polícia Civil do Estado do Ceará também se manifestou, informando que “apura uma denúncia relacionada a uma ocorrência em uma instituição de ensino, no bairro Coaçu”. O órgão reforçou “a importância do registro do caso por meio de um Boletim de Ocorrência (BO) e do comparecimento das vítimas à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca)”, unidade especializada responsável por conduzir as investigações.










