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“Tem que Ser Exterminado”, diz Jaques Wagner Sobre Grupo Terrorista Hamas

Reprodução de Imagem

Em discurso nessa terça-feira (7) durante sessão solene no Senado em memória das vítimas dos ataques de 7 de outubro de 2023, o líder do governo na Casa, senador Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que “o Hamas tem que ser exterminado”. A frase — pronunciada ao lembrar as pessoas mortas nos atentados — repercutiu imediatamente na política e dentro do próprio PT.

A fala de Wagner foi apresentada por ele como uma condenação aos atos terroristas cometidos pelo grupo e uma tentativa de separar o que, segundo o senador, deve ser uma distinção entre o Estado de Israel e o governo de Benjamin Netanyahu. Ainda assim, o tom — ao defender o “extermínio” de uma organização — foi considerado extremo por lideranças e virou tema de debate público.

Reação dentro do PT e entre aliados

Lideranças do PT reagiram com desconforto e, em algumas notas, classificaram a declaração como “inaceitável” ou passaram a distanciar a direção partidária desse posicionamento, argumentando que o combate ao terrorismo precisa observar limites legais e princípios dos direitos humanos. A repercussão incluiu críticas internas e pedidos por uma linguagem mais cuidadosa por parte de representantes do partido.

Como a fala de Wagner difere de outras falas de políticos de esquerda e do governo


A declaração de Wagner contrasta com o discurso adotado em diferentes momentos por outros quadros da esquerda brasileira e pela diplomacia do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e porta-vozes do governo têm, por sua vez, condenado os ataques do Hamas e também criticado ações militares israelenses que provocaram grandes números de vítimas civis em Gaza — numa linguagem que combina condenação aos atentados com preocupação humanitária e defesa de soluções jurídicas/diplomáticas. Em 2023 o governo deixou claro que segue as definições da ONU e não classifica automaticamente o Hamas como organização terrorista em nome de posicionamentos diplomáticos e legais.

Além disso, declarações públicas de Lula que compararam ações israelenses a crimes de guerra ou evocaram termos muito fortes geraram controvérsia internacional e interna.

Contexto e implicações políticas

A diferença entre a frase de Wagner e discursos de outros políticos de esquerda revela divisões sobre tom e estratégia: enquanto alguns representantes do PT e da esquerda priorizam críticas à política de Netanyahu e denúncias sobre consequências humanitárias dos ataques em Gaza, Wagner empregou uma retórica guerreira e absoluta contra o grupo armado. O episódio expõe dilemas sobre como políticos devem combinar condenação do terrorismo, defesa de vítimas e respeito a normas internacionais — e também alimenta um debate sobre enquadramento jurídico e moral de termos como “extermínio” quando usados por agentes públicos.

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