O corpo de Roei Shalev foi descoberto em um carro que estava em chamas, próximo a uma saída de rodovia perto da cidade de Netanya, em Israel. A Polícia local iniciou uma investigação para apurar as circunstâncias do incidente.
Horas antes de sua morte, Shalev publicou uma mensagem nas redes sociais em que afirmava que “não aguentava mais” e pedia desculpas pelo ato. “Por favor, não fiquem bravos comigo, por favor. Ninguém jamais vai me entender, e tudo bem, porque vocês não podem entender. Só quero que este sofrimento acabe. Estou vivo, mas por dentro tudo está morto”, escreveu ele.
Shalev tinha apenas 30 anos e deixa um pai e uma irmã. Duas semanas após o massacre, a mãe dele também havia cometido suicídio em circunstâncias semelhantes.
O Massacre de 7 de Outubro
No dia do ataque, a namorada de Roei, Mapal Adam, de 25 anos, e seu amigo Hili Solomon foram assassinados pelos terroristas do Hamas. Roei tentou proteger Mapal, mas ela foi atingida enquanto os dois se escondiam sob um caminhão.
Roei Shalev sobreviveu ao massacre ao passar horas fingindo estar morto, coberto de sangue. “Aquele dia foi o mais sombrio que já vivi”, declarou ele após a tragédia.
O sobrevivente dedicou-se posteriormente a apoiar outras vítimas do trauma pós-ataque e chegou a receber o “LifeSaver Award” da ONG ELEM. Em um discurso inspirador, ele havia afirmado: “Juntos, podemos fazer a diferença. Cada ato de bondade importa. E, em meio à dor e ao sofrimento, mantenho uma verdade: vamos dançar novamente. Recuperaremos a alegria que nos foi roubada e construiremos um futuro melhor para todos.”
A comunidade Nova Tribe manifestou profundo pesar pela morte de Shalev e fez um apelo para que haja atenção contínua ao estado psicológico dos sobreviventes do massacre. Outros sobreviventes também cometeram suicídio; no entanto, dados oficiais do Ministério da Saúde de Israel indicam que, até abril de 2024, menos de dez casos foram registrados.










